Acerca da pergunta que você insiste em me fazer, devolvo-te de outro modo fragmentada em muitas outras: Quem é essa que você criou na sua mente? Existirá fora dos limites da imagem idealizada, livre, leve, com a natureza harmonizada? Qual tempo essa imagem pertence? O tempo subjugado ao seu desejo? Ou o tempo apoderado pelo incognoscível que deita sua mão pesada sobre você? Será de fato bela, essa que você dirige seus pensamentos? Ou quão infinitamente a sua própria beleza interna é capaz de lhe cegar os olhos a confundindo, para que você veja beleza onde não tem? Sei unicamente da minha certeza: eu sou o que sou. Se brisa, mar ou sol, isso é por sua conta e risco. Todavia, penso que para o olhar poesia, tudo que toca é paisagem. Para além da imagem produzida, se algo que vem de mim lhe parece imensuravelmente bela, agradeço deveras aos seus olhos generosos que me pintam no seu pensar em tela, tão real e bela como provavelmente só você vê.
Assim como assim, sou toda alegria!
Sem mais dizer.
M.FuLL

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Oi...que bom q passaste aqui e deixaste tuas impressões, thanks...doces beijos