O ditado nada como um dia atrás do outro, cabia perfeitamente na história que Labiata me narrara naquela manhã cinzenta de novembro. Uma tempestade aproximavasse com ventos fortes, assustando os mais desavisados e perturbando a ordem estabelecida.
Labiata acorda e sente falta de seu amante na cama, se espreguiça, olha o celular, eram 9 horas, dormira menos de 3, apura sua audição e o ouve no banho. Ainda sonolenta repassa a noite anterior.
Rick e ela foram ao encontro de um grupo bem divertido. Alguns movimentos sociais, cordas, fetiches, chicotes, liberdade sexual foram a tônica da noite, que cedo se encerra. Volta para a casa, ele deveria chegar em 30 minutos no máximo. Bebera um pouco a mais do que estava acostumada e uma tonturinha faz quase cochilar. Na hora estabelecida, ele liga, pede q Labiata desça para darem uma volta pela cidade, onde se estendem por horas, entre papos e músicas, a camaradagem dos amantes numa noite convidativa para fazer amor, bem devagarinho, com carinho, beijos, ah ! os Beijos ! Labiata suspirava pelos beijos que não tinha, os imaginava, fantasiava com eles. Os raros beijos dos amantes, talvez por serem raros eram tão desejados pela Loba, ou não, ou simplesmente a falta deles é que a deixava frustrada. Eles sabiam disso. Mas o prazer que sentiam com o outro atropelava os beijos na maioria das vezes, Labiata preferia usar sua boca num delicioso oral, de ladinho, sendo fudida pela boca, metida até a goela, gozava na terceira estocada mais forte, ele sabia o ritmo e a deixava louca. Para em seguida ela se derreter nas estocadas em sua buceta, seu cuzinho ... até o gozo alucinante que ele emitia em sons grotescos que provocavam em Labiata um deleite em contrações.
Apesar das lembranças da noite anterior terem sido as melhores, ela esperou o beijo e as bocas em nenhum momento daquela noite se encontraram ...
E amanhecera, e a temida frase dos domingos cinzentos veio em seguida, para tirar Labiata de seus devaneios ....
- Preciso ir, estou atrasado.
Aquela urgência toda, a falta dos beijo e carícias a abateram. E ele percebeu isso, e com um discurso já ensaiado, resolveu romper com aquele relacionamento. Como todo ser que quer cair fora, colocara a culpa em si mesmo e na sua impossibilidade de retribuir o carinho que lhe era dado expontâneamente.
Os dias foram se passando tristes e sem chão para Labiata. A certeza que ele tinha em não poder lhe oferecer algo tão simples como beijos e caricias a deixou arrasada.
Ela sabia que as carícias e os beijos ela conseguiria com toda a facilidade, da boca e das mãos que escolhesse.
Ele não percebeu que apesar dessa carência dela, ela só queria estar com ele, em todos os momentos.

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Oi...que bom q passaste aqui e deixaste tuas impressões, thanks...doces beijos