segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Born for love and die for love

Encontrei Labiata dormindo, assim eu pensara.
Conforme combinamos no domingo anterior, pontualmente as 10h da manhã me dirigi a sua casa. Quando a deixara no domingo depois da visita de Valentina e seu macho, seu estado de ânimo piorara consideravelmente. Notei que a insistência do homem de Valentina em procurá-la, em quere-la foi como um balde de ácido sobre o humor da Loba. Não que se transfigurasse em inveja ou algum sentimento negativo, longe disso. Me pareceu que era somente a última pá de cal sobre o amor que Labiata sentia. Como se para todos fosse permitido amar, mas para ela não.




Fiquei um tempo olhando para ela, nua, o lençol só lhe tapava o corpo parcialmente, ao seu lado abandonado estava o Ge_Algo, sua palidez foi a primeira coisa que me chamou atenção. Depois minha atenção voltou-se ao copo e a garrafa de wodka ao lado da cama. Cheguei mais perto para acordá-la, visto que ela me avisara que tinham muitas coisas para fazer nessa segunda. Uma cartela de remédios para dormir jazia vazia embaixo da cama. Aqueles elementos fizeram correr um frio sob minha espinha e uma alerta na minha mente.




A sacudi de leve e nem um sinal, peguei seus braços inertes e já não sentia calor algum neles. Um nó se formou na minha garganta. Como ela pudera fazer isso? eu gritava naquele quarto.

Corri ao telefone buscando ajuda, e na longa espera sentei ao lado do corpo inerte de minha amiga. Buscando respostas, acreditando em alguma e descartando outras. Decidi arrumar aquela bagunça, e enquanto ajeitava o lençol, encontrei a carta que poria fim a todas as minhas especulações.


Notifico que Labiata morreu. Numa segunda feira quente e de céu limpo, após tentar de todas as formas fazer seu amor ser aceito, entendido e acarinhado.

Ela viveu por amor.
Brigou as batalhas que achava justa.
e reuniu ao seu redor muitos amigos e alguns desafetos.
Sempre tentou passar uma mensagem boa de carinho, paz e amizade,
foi condenada por alguns por ser prolixa....
exaltada por outros por transcrever sentimentos que lhes eram sentidos.

Ela morreu por amor também.
Não tinha as armas para a batalha mais justa
e quando viu, estava sem seu exercito.
Sempre tentou demonstrar seu respeito, junto a uma dose de paixão, loucura e tesão,
mas foi condenada por ter aceitado, por ter sentido demais, por ter se entregado ...
Foi exaltada por outros por transcrever seus desejos, taras e paixões, 
mas não pelo seu Amor.


"É triste amar tanto e tanto amor não ter proveito. Tanto amor querendo fazer alguém feliz. Tanto amor querendo escrever uma história, mas só escrevendo este texto amargurado.É triste saber que falta alguma coisa e saber que não dá pra comprar, substituir, esquecer,implorar. É triste lembrar como eu ria com ele." (tati bernardi)

2 comentários:

  1. jamais morrera amiga estara viva e muito viva na minha mente mesmo doendo muito sentindo tua falta e como faz falta esta na minha mente gravada como uma mulher incrivel maravilhosa muito inteligente e super simpatica que sempre que pode me deu seu carinho com breves palavras sempre bem colocadas ...amores sera que sao passageiros ??? ou falta aquela luta pelo que vc quer realmente ou medo de enfrentar a tudo e todos por esse amor ?? no amor nao ha uma verdade absoluta ....ame as pessoas como se houvesse amanha...diria o sabio. mas sei que dói muito quando se perde um grande amor....e sei tambem que dói muito quando se perde uma linda e querida amiga do qual sou teu fã querida mas sei que vai voltar tenho certeza disso eu torço por isso....te desejo tudo de bom minha linda que deus ilumine seu caminho hj e sempre.
    hum beijo cheio de carinho e um abraço afetuoso.

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Oi...que bom q passaste aqui e deixaste tuas impressões, thanks...doces beijos