quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Send and fuck

Labiata novamente apertara a tecla Send e dessa vez não só no computador, mas em ações e reações radicais.

Mestre, gentilmente se oferece para levá-la ao aeroporto pra seu retorno a ilha, ele sabia que seu pupilo falhara em não dar um pouco mais de atenção a Loba, ele notara o vazio que a acompanhava. Labiata estava assustada com esse domínio que era exercido sobre ela, e o que significava esse incomodo vazio.


A muvuca do aeroporto em vez de distraí-la a deixava mais ansiosa, não ousava levantar os olhos, não queria procurá-lo naquela multidão que passava por ela aceleradamente. Rapidamente se dirige a sala de embarque e só consegue acalmar sua mente a léguas de altura do solo. E somente aí, deixa sua alma solta, enquanto olha as nuvens pesadas que a asa da nave rasga, a chuva que cai lá fora se transborda num choro incontrolável. Turbulências externas e internas.

Labiata decidira romper com essa dependência que ela estava sentindo. Sexo era sexo, retrucava ela, um homem ou mais, uma mulher ou mais, uma química qualquer, uma loucura, tantas vezes já vivera isso, sabia como era. Alguns amigos estavam com saudades, as possibilidades de novos encontros também estava numa fase bem profícua.


Durante a semana, os convites pra sair pulavam na sua tela. Apesar da apatia ela obrigava-se a reagir, colocando-se a disposição de quem a quisesse. Era um passo kamikaze, ela sabia, mas a ciência de que não significava nada, ou como diria Caio F. Abreu –“E vou dando muito de mim, e aceitando o pouquinho que os outros tem para me dar.” Não estava surtindo efeito desejado, queria dar e receber muito, seu DNA, sua pele, seu sexo, clamava por isso, seus neurônios apaixonados e sua saúde a prostrava ansiando algo que não iria acontecer tão cedo.

Ele a impelia quando ela queria ficar cativa, essa dualidade de quereres a empurrava para lugares aonde meninas não iam (CL).








Seu primeiro encontro foi com um doce rapaz, uma noite reveladora para ambos amantes. Amigo da antiga, O Rapaz era um jovem de 30 anos, tranqüilo e tímido. E essa tranqüilidade em vez de dar um alento a Loba a deixa mais exasperada. Tenta transar de olhos fechados, como o fizera na festa, mas nem assim conseguia relaxar e aproveitar o momento. Resolve ficar de olhos abertos e ainda assim o envolvimento não acontece. Só quando vão para a banheira e a água quente abraça seu corpo Labiata relaxa. Ficam assim por muito tempo conversando. Labiata nem gosta de contar histórias e lhe conta a polêmica do chocolate e de que sim, os homens gostam que lambam seus cuzinhos.


O Mestre, chocólatra, não abria mão de uma boa putaria e de sua grande barra de chocolate, e o assunto gira em torno disso, quando Dionísio afirma que não gosta de chocolate, Labiata, já cativa, resolve provocar seu dono e saca um pedaço de chocolate do amigo, encara-o, enquanto desmancha o chocolate em seu seio quente do sol e do tesão que corria nela, e o oferece ao seu Dionísio, que o sorve todinho, descobrindo a pele branca de Labiata. A loba, então comenta que os homens, apesar de negarem, adoravam que lambessemos os seus rabinhos, O Rapaz, rapidamente interveem e diz que não rolava com ele também, concordando com os outros homens consultados. Saem da banheira, altamente excitados, Labiata e seu jovem amante vão pra cama. Ela delicadamente começa a chupar e lamber aquele pau pulsante em sua frente, desce pelas bolas, enrola sua língua nelas, sorve uma a uma, lambe e desce, passando pelo canal com sua língua quente, lambe e desce, e chega à porta do céu, ou do seu cu, nesse momento o jovem amante conhece o êxtase.

No segundo encontro da semana conhecera Hunter, assim de improviso o convida para acompanha-la junto com suas amigas,Sra Mercy, Rubra e Esposinha numa festa liberal. Prontamente ele troca seus planos e as encontra a beira mar, cheirosas e provocantes. Ele nem acredita na sua sorte, faz seu primeiro contato e no outro momento esta acompanhando aquelas deusas da vida liberal. Aqueles cinco dançam, riem e bebem a noite toda. Começo de festa ainda, Hunter convida Labiata para subirem, a casa é extremamente aconchegante, assim como o encontro dos dois, que infelizmente se perde na névoa alcoólica que toma conta das lembranças da noite, de quartos escuros e homens anônimos. Atordoada, ela explode em choro e novamente aperta send quando na madrugada suplica por seu dono. Naquele momento, é resgatada pela sua amiga que nunca a condena, e Hunter a partir desse momento cuida da loba embriagada e triste, a protege, a acompanha o tempo todo e, que provou a velha tese de que cu de bêbada não tem dono, quando às 5h da manha ela encharca com seu gozo a cama dele.



Nunca se vence uma guerra lutando sozinho

Cê sabe que a gente precisa entrar em contato

Com toda essa força contida e que vive guardada

O eco de suas palavras não repercutem em nada

É sempre mais fácil achar que a culpa é do outro

Evita o aperto de mão de um possível aliado, é...

Convence as paredes do quarto, e dorme tranqüilo

Sabendo no fundo do peito que não era nada daquilo

Coragem, coragem, se o que você quer é aquilo que pensa e faz

Coragem, coragem, eu sei que você pode mais

[raul seixas]

2 comentários:

  1. Amada,

    Obrigada pelo carinho.
    Teu blog revela todo teu erotismo, tua sensualidade e necessidade de entrega.
    Somos fêmeas, somos lobas, somos cadelas sempre prontas a comemorar a vida com o que há de mais intenso e verdadeiro.
    Sinta-se em casa no meu universo Ser Marillis.
    Doces beijos da Marillis

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  2. Amada,

    Aprendi que os melhores brinquedos devem ser compartilhados para que a brincadeira se torne inesquecível. Quando vieres a PoA, vem brincar conosco, linda. Será um prazer recebê-la em nosso universo.
    Doces beijos da Marillis

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Oi...que bom q passaste aqui e deixaste tuas impressões, thanks...doces beijos