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Labiata tivera a famosa ressaca moral depois da festa, não que tenha bebido, fumado ou trepado demais, antes pelo contrário não fizera muito nada disso. Sentia-se cansada e desapontada com ela mesma. Seu sentimento ia à rota contrária ao seu desejo, a meta que estabelecera para sua vida desde que se separara.
Imaginara uma vida cheia de experiências, fantasias, sexo e luxúria e ela sabia muito bem transitar por esse estagio do instinto. Mas não estava estava feliz. Sentia-se extremamente cansada. Não havia ânimo para encontros, reencontros ou desencantos.
Embora fosse muito fácil se colocar no papel de vítima e proferir que fora magoada, desacatada, usada e muitas outras “adas”, ela preferia olhar para si e ver sua parcela no erro. Como poderia almejar uma pessoa especial onde se busca sexo e satisfação imediata, onde encontrar cumplicidade num jogo de sedução fudido, onde o pré se desenvolve bem, mas o pós não deixa alento. Buscar as coisas certas nos lugares errados parecia uma sina na vida de nossa personagem, acreditou durante décadas e décadas que a posse era uma forma de amor e quando de liberta quer ser cativa. Homens rudes, homens tortos, homens covardes se entendiam pela sua trajetória. Os homens que valiam estavam longe de seu alcance.
Isso tudo ia contra sua natureza alegre e otimista, sentir-se derrotada lhe era um exercício difícil e extenuante. Não sabia que rumo tomar, não sabia mais em quem confiar, não sabia aonde tudo isso ia levar... Talvez a nenhum lugar – retrucava ela. Só sentia que algo mudara em sua vida... Inexoravelmente, descaradamente a ponto de ela não conseguir mais encarar quem muito esperava dela... Performances espetaculares, focadas na luz certa e pose exata, encontros regulares com pessoas que não conhecia e que só queriam sua xana molhada, ou quem sabe matar a curiosidade com sua Fênix. Só sabia que não tinha forças nem vontade para pensar em atender aos chamados que lhe eram feitos. Queria ficar quietinha, incubada, inerte e aconchegada.
Em seu último casamento, ficara um ano inteiro sem sexo, e apesar de Jack lhe querer fazer acreditar que sexo é uma ínfima parte no relacionamento, ela sempre se revoltara contra isso. Agora a vida lhe esfregava na cara, que realmente sexo não era tudo, ela tinha o melhor e o pior do sexo em toda sua plenitude. E se sentia mais vazia que esse um ano sem ele, lhe fez sentir.
Labiata não imagina sua vida sem sexo, isso realmente lhe era impossível, mas também não se via mais se expondo e principalmente se “prostituindo” com caras que realmente não lhe dariam nem migalhas do que ela precisava para viver e sonhar e cantar... Infelizmente os homens não estavam preparados para intensidade de nossa Labiata, sua forma de encarar o sexo envolvia envolvimento... Ela queria estar inteira e queria chegar depois de uma bela sessão de sexo e prazer, continuar se sentindo inteira.
The game is over, time start a new game … pensava a triste Labiata.
The game is over, time start a new game … pensava a triste Labiata.
Saia desta vida de migalhas
Desses homens que te tratam
Como um vento que passou
Desses homens que te tratam
Como um vento que passou
Caia na realidade, fada
Olha bem na minha cara
Me confessa que gostou
Do meu papo bom
Do meu jeito são
Do meu sarro, do meu som
Dos meus toques pra você mudar
Olha bem na minha cara
Me confessa que gostou
Do meu papo bom
Do meu jeito são
Do meu sarro, do meu som
Dos meus toques pra você mudar
Mulher sem razão
Ouve o teu homem
Ouve o teu coração
Ao cair da tarde
Ouve aquela canção
Que não toca no rádio
Ouve o teu homem
Ouve o teu coração
Ao cair da tarde
Ouve aquela canção
Que não toca no rádio
Pára de fingir que não repara
Nas verdades que eu te falo
Dê um pouco de atenção
Nas verdades que eu te falo
Dê um pouco de atenção
Parta, pegue um avião, reparta
Sonhar só não dá em nada
É uma festa na prisão
Sonhar só não dá em nada
É uma festa na prisão
Nosso tempo é bom
E nem vemos de montão
Deixa eu te levar então
Pra onde eu sei que a gente vai brilhar
E nem vemos de montão
Deixa eu te levar então
Pra onde eu sei que a gente vai brilhar
Mulher sem razão
Ouve o teu homem
Ouve o teu coração
Batendo travado
Por ninguém e por nada
Na escuridão do quarto
Ouve o teu homem
Ouve o teu coração
Batendo travado
Por ninguém e por nada
Na escuridão do quarto
Ouve o teu coração
Ao cair da tarde
Ouve aquela canção
Que não toca no rádio
Ao cair da tarde
Ouve aquela canção
Que não toca no rádio
[bebel gilberto - cazuza]


Labiata a vida é assim mesmo uma hora em cima outra embaixo, completamente dinâmica como o mar. Mas não podemos esquecer que esses movimentos vão complementando uns aos outros como as ondas. Esse momento de inércia e questionamentos frente as suas experiências lhe trazem algo positivo que é o aprendizado da sua existência. Mesmo sendo, uma experiência dolorida ela carrega uma grande oportunidade de crescimento.
ResponderExcluirComo uma onda no mar.... tudo passa tudo sempre passará....
Mega beijo do Casal Mercy
Sabes que lendo teu relato,me vi nele,pois compartilho da mesma opinião e dos mesmos sentimentos,como queria que a vida pudesse se resumir somente no prazer do sexo a dois,mas e depois...Me perco na noite,me perco no swing,não pela necessidade do sexo,mas para tentar amenizar minha solidão e o vazio que corrompe meu peito em uma infinita espera, por algo ou alguém que talvez nunca chegue,vivo meus dias a sonhar com aquela pessoa que vai me amar,me enteder,me proteger,vivo em uma mundo de mágoa e revolta por traições e decepções sofridas,mas se tiver que amar e sofrer 100x até morrer,vou amar e vou sofrer,porque não sei viver de outra maneira. Grande beijo Amiga,Cacau.
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