sábado, 6 de julho de 2013

Devaneios e uma taça de vinho


Labiata lera essa frase agora a pouco, e entre uma bebericada e outra em sua taça de vinho se pôs a meditar sobre o assunto, sobre a sua situação, os acontecimentos, e as pessoas que a cercavam.

Quantas correntes arrastamos pelo nosso caminho, ou que nos deixamos prender sem menos saber porque, ou até mesmo em nome da culpa, da compaixão ou só para nos proteger de nós mesmos ou de outros.

Na recente história de amor de Labiata acontecera algo semelhante, enquanto Labiata carregava sua corrente em seu modo de vida e no seu apetite sexual, ele estava preso as correntes da culpa e da compaixão. As correntes de Labiata ela levava consigo, aonde ela fosse, eram compridas e maleáveis, embora ainda correntes, a dele em contra-partida estava bem presa em dois pontos, ainda para ajudar, e por mais que ele quisesse, e até houve um tempo que ele quis, ele não podia ir adiante.

As correntes tem diversas formas de se apresentar as pessoas, e as pessoas tem diferentes formas de usa-las, uns a usam em seu favor, não deixando que elas privem os movimentos e sentidos. Mas Voltaire inteligentemente decretou, o difícil  é se libertar quando elas são adoradas ou usadas como uma desculpa para não ir além.

Labiata tinha a chave do cadeado que a prendia, gostava de aventurar-se por outros mundos, outras formas de pensar e agir, e experimentar e de ser experimentada. Sabia que sua corrente estava lá a esperando, sabia que ela fora feita sobre encomenda pelas suas vivências. Mas nem sempre é assim, e ela se vira presa a correntes de outro, que nem ao menos fora feitas para ela, e isso incomodava, feria e principalmente detonava em seu espírito uma rebeldia atroz e dolorida


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Oi...que bom q passaste aqui e deixaste tuas impressões, thanks...doces beijos