domingo, 23 de junho de 2013

"pena que saudade não traz ninguém de volta" (chorão)


Quando começa a anoitecer a saudade já começa a apertar o peito, pensar que as próximas 4 ou 5 horas serão de expectativas, decepções, diálogos surdos dentro da mim.

Olhar para a cama e saber que o corpo desejado não estará mais ali presente, sentir o cheiro remanescente no travesseiro, ou o jeito de ajeitar a cama com a cabeceira mais alta porque isso facilitava teu sono e que ainda não tive coragem de desfazer.

Olho o apartamento escuro e vazio de presença e calor, imaginando o que esta noite me reservará, querendo entorpecer os sentimentos e os desejos que sinto a flor da pele. 

É mais uma noite, o vinho se mostrou um companheiro eficaz pra driblar o frio e a angústia, mas com ele vem o receio e a certeza também de que o vício está sendo trocado pelo desejo ardente que se faz. 

Queria acreditar e querer que qualquer corpo poderia acabar com essa vontade imensa de me deitar ao teu lado. Mas não consigo ainda. Só quero sentir o teu calor, o teu perfume, a tua pele, as nossas brincadeiras embaixo do edredon, nossa malícia e nosso tesão.



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